BIODIESEL E A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Andréa Cristina Fernandes de Oliveira1, Janete Costa de Oliveira e Silva2, Marinete Sousa Gameiro4
1,2,3,4Acadêmicas do Curso de Graduação em Ciências Econômicas, do Centro Universitário Nilton Lins.
RESUMO: o objetivo deste trabalho é de demonstrar a importância do biodiesel para o meio ambiente, identificado como um aspecto fundamental no fortalecimento e no incremento da sustentabilidade, gerando empregos e benefícios ambientais relevantes. Apresentaremos neste contexto sua história, quais as matérias-primas principais para a sua produção, vantagens e desvantagens, entre outras informações necessárias. É de valia citar que no decorrer desta pesquisa detectamos a real situação do planeta terra a partir do uso do biodiesel.
Palavras-Chave: Craqueamento, esterificação, transesterificação.
1. INTRODUÇÃO
O biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido por diferentes processos tais como o craqueamento[1], a esterificação[2] ou pela transesterificação[3]. Pode ser produzido a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso, soja, dentre outras. Biodiesel (ésteres mono alquila) é um combustível diesel de queima limpa derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. É obtido principalmente de girassol, amendoim, mamona, sementes de algodão e de colza[4]. É uma alternativa renovável, que resolve dois problemas ambientais ao mesmo tempo: aproveita os resíduos, aliviando os aterros sanitários, e reduz a poluição atmosférica. É uma alternativa para os combustíveis tradicionais, como o gasóleo, que não são renováveis. O biodiesel reduz 78% das emissões poluentes como o dióxido de carbono que é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa[5] que está alterando o clima em escala mundial, e 98% de enxofre na atmosfera. Trata-se de uma fonte renovável que, além de trazer benefícios ambientais, também possibilita a geração de empregos, tanto na fase de coleta como de processamento. Promove o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais mais desfavorecidas, criando emprego e evitando a desertificação.
2. DESENVOLVIMENTO
O planeta Terra, através da utilização do biodiesel, terá várias oportunidades de melhoria para o meio ambiente. Pode ser usado sozinho ou misturado com diesel de petróleo; a exaustão é menos ofensiva; do seu uso resulta numa notável redução dos odores, o que é um benefício real em espaços confinados; ele tem odor semelhante ao cheiro de batatas fritas; pesquisas comprovam que o biodiesel não causa irritação nos olhos; é oxigenado e apresenta uma combustão mais completa; ele não requer armazenamento especial. Na sua forma natural pode ser armazenado em qualquer lugar onde também seja possível armazenar o petróleo; e pelo fato de ter maior ponto de fusão é ainda mais seguro o transporte deste; o mesmo funciona em motores convencionais. O biodiesel requer mínimas modificações para operar em motores já existentes; ele é renovável, contribuindo para a redução do dióxido de carbono.
2.1 História
O surgimento do biodiesel aconteceu em meados de 1900, onde seu inventor Rudolph Diesel durante a exposição mundial de Paris, apresentou ao público um motor a diesel, funcionando com óleo de amendoim, este seria o biodiesel original. Os óleos vegetais foram usados nos motores diesel até a década de 1920 quando uma alteração foi feita nos motores, possibilitando o uso de um resíduo do petróleo que atualmente é conhecido como diesel ou petrodiesel. (BiodieselBrasil, 2005).
Rudolph Diesel não foi o único a acreditar que esse combustível seria importante nas indústrias de transporte. Um outro inventor que acreditou neste produto foi Henry Ford, o primeiro a aplicar a montagem em série, de forma a produzir em massa, automóveis a um preço acessível, influenciando na ocasião a utilização do biodiesel.
Ford desenhou seus veículos para usar etanol, sendo o primeiro o Modelo T de 1908. Ele estava convencido que os combustíveis renováveis eram a chave do sucesso dos seus automóveis, de tal forma que construiu uma fábrica para produzir etanol e formou uma parceria com a Standard Oil para vender nos seus postos de distribuição.
Os primeiros motores tipo diesel eram de injeção indireta. Tais motores eram alimentados por petróleo filtrado, óleos vegetais e até mesmo por óleos de peixes.
O combustível especificado como "óleo diesel" somente surgiu com o advento dos motores a diesel. A disseminação desses motores se deu na década de 50, com a forte motivação de rendimentos maiores, resultando em baixo consumo de combustível. Além disso, os motores modernos a diesel produzem gases de certa forma aceitáveis, dentro de padrões estabelecidos.
2.2 A Importância do Biodiesel e as comunidades
No site www.gestão1.serpro,gov.br/noticiasSERPRO, verificamos que em se tratando do biodiesel no mercado nacional, haverá criação de empregos no meio rural, através de mão-de-obra dos moradores do campo. Com este fato, o Governo Federal, de acordo com essas metas, está desenvolvendo critérios para implantação de mecanismos de estímulo à inclusão social. Será criada uma certificação social do biodiesel para os produtores que adotarem políticas de incentivo à participação da agricultura familiar na produção de matéria-prima e atendimento social nas suas áreas de cultivo. Os produtores certificados terão benefícios na adoção de políticas públicas específicas, entre elas, incentivos tributários e agrícolas. A participação dos agricultores na produção de matéria-prima para o biodiesel permitirá a geração de renda adicional e melhoria na qualidade de vida.
2.3 Vantagens
A queima do biodiesel gera baixos índices de poluição; na formação das sementes, o gás carbônico do ar é absorvido pelas plantas. É constituído de carbono neutro - as plantas capturam todo o CO2 emitido pela queima do biodiesel e separam o CO2 em Carbono e Oxigênio, neutralizando suas emissões.
As economias dos paises produtores do biodiesel terão mais oportunidades e benefícios, pois se trata de fontes renováveis, estimulando assim os agricultores, a diminuição do êxodo rural e gerando emprego e renda no campo.
O custo de produção é mais baixo que os derivados de petróleo.
2.4 Desvantagens
Desmatamento em locais onde não possuem uma fiscalização adequada nos recursos florestais; Se a demanda por este produto for em larga escala, poderá haver redução na agricultura de subsistência.
Com a procura do biodiesel, poderá haver aumento nos preços dos produtos que possuem em alguma fase de produção este produto como matéria-prima.
2.5 Matérias-Primas
São classificadas em: 1) Oleaginosas: Dendê/Palma, Abacate, Algodão, Amendoim, Andiroba, Babaçu, Buriti, Coco, Canola, Gergelim, Girassol, Linhaça, Macaúba, Nabo, Forrageiro, Pequi, Pinhão-Manso e Soja. 2) Óleos residuais: Esgoto, Óleo de fritura. 3) Gorduras animais: Sebo e Óleo de peixe.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Terra vem sofrendo grandes efeitos em decorrência de causas antropogênicas[6], como a destruição da Mata Atlântica, implantação de usinas que provocam modificações negativas no ecossistema, utilização de máquinas e equipamentos com combustíveis poluentes, que geram o efeito estufa, com a implantação do Biodiesel haveria maiores vantagens - a diminuição da poluição atmosférica, assim evitando o efeito estufa e as conseqüências dessa ação que são os tsunames[7], aquecimento global, descongelamentos das camadas glaciais entre outros.
Com a desordem da produção capitalista, a busca desenfreada por lucros poluem os rios e os mares, matam espécies de animais em extinção, utilização de motores que emanam gases poluentes e transformam a Terra em uma catástrofe singular sem precedentes.
Neste estudo, verifica-se que o biodiesel é uma das soluções para atenuar a ação que vem sofrendo a Terra, pois se trata de um combustível renovável, ou seja, biodegradável de origens totalmente naturais, conforme supracitados inicialmente.
4. REFERÊNCIAS
www.biodiesel.gov.br
www.biodiesel\Fundação Des_ Paulo Feitoza.htm
www.google.com.br
www.wikipedia.org/wiki/Biodiesel
www.gestão1.serpro,gov.br/noticiasSERPRO
Notas de rodapé
[1] Craqueamento: são vários processos químicos na indústria, principalmente na indústria do petróleo, onde um composto é dividido eme partes menores pela ação de calor e/ou catalisador.
[2] Esterificação: é uma reação química reversível, na qual um ácido carboxílico reage com um álcool, produzindo éster e água.
[3] Transesterificação: é uma reação química entre um éster (RCOOR’) e um álcool (R’’OH), da qual resulta um novo éster (RCOOR’’) e um álcool (R’OH).
[4] Colza ou couve-nabiça “Brassica-napus” é uma planta de cujas sementes se extraem o azeite de colza. As folhas da planta servem também de forragem para gado.
[5] Efeito estufa é um processe que ocorre quando uma parte da radiação solar é refletida pela superfície terrestre, sendo absorvida por determinados gases presentes na atmosfera, o que faz com que a temperatura da Terra seja agradável aos seres vivos.
[6] Antropogênicas: atitudes comportamentais do homem, com sentido contrário à manutenção do equilíbrio ambiental.
[7] Tsunami ou tsunâmi, do japonês, significando literalmente “onda de porto”; é uma onda ou uma série de ondas que ocorrem após perturbações abrubtas que deslocam verticalmente a coluna de água.
domingo, 14 de outubro de 2007
O BRASIL AMANHÃ: ECONOMIA E MEIO AMBIENTE
O BRASIL AMANHÃ: ECONOMIA E MEIO AMBIENTE
Mirian Ferreira Siqueira1, Elcilana Costa Guerreiro2, Otoniel Farias de Oliveira3, Keith Ribeiro dos Santos4.
1,2.,3,4 Acadêmica do Centro Universitário Nilton
1mirian.siqueira@am.sebrae.com.br; 2 lannnah@hotmail.com; 3 otofarias@hotmail.com; 4 keith-santos@hotmail.com.
RESUMO
A mudança para um ambiente competitivo na economia brasileira é simultânea à mudanças sociais e econômicas, influenciando de forma inversa no meio ambiente: as atividades tradicionais econômicas estão se expandindo e surgindo novos mercados. Diante disso, o crescimento da economia necessita de alternativas dinâmicas e atuais, que possibilitem um aumento no PIB, capazes de atender necessidades básicas e de produtividade. Este trabalho apresenta um modelo de Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN), baseado na identificação da real demanda dos interessados e das fontes de recursos existentes para seu atendimento. É analisada a importância da conscientização da população brasileira na participação da Preservação do Meio Ambiente. Conclui-se que a alternativa é viável e se destaca o papel da sociedade como agente regulador na indução de mecanismos que tornem o país mais atraente para investimentos.
(Palavras-chave: PIB, gestão econômica dos recursos naturais)
Abstract - The change for a competitive environment in the Brazilian economy is simultaneous to the social and economic changes, influencing of inverse form in the environment: the economic traditional activities are if expanding and appearing new markets. Ahead this, the growth of the economy needs dynamic and current alternatives, that make possible an increase in the GIP, capable to take care of basic necessities and of productivity. This work presents a model of Economic Management of Natural Resources (GERN), based in the identification of the real demand of the interested parties and the sources of existing resources for its attendance. The importance of the awareness of the Brazilian population in the participation of the Preservation of the Environment is analyzed. One concludes that the alternative is viable and if it detaches the paper of the society as regulating agent in the induction of mechanisms that become the country most attractive for investments.
(Palavras-chave: PIB, economical administration nature resources)
DESENVOLVIMENTO
A realidade da Economia-Meio Ambiente
A ética tem passado despercebida, vacilando entre uma esperança do amanhã e os aspectos da futura realidade. A economia e o meio ambiente lutam por ideais diferentes e fixam a falta do compromisso da população, mesmo das classe mais carentes.
Estamos vivendo uma crise muito mais séria do ponto de vista ambiental do que sob os aspectos econômicos. O Brasil, com toda a sua biodiversidade tem discutido sobre os rumos do país para os próximos anos, estando cada vez mais enrolado ao tentar criar uma imagem de credibilidade fictícia. Em épocas de economia com os recursos naturais ameaçados, a preocupação ambiental diverge idéias.

Imagem de Satélite do Brasil
O Brasil com uma economia que apresenta diagnóstico medíocre quanto à relação economia-meio ambiente. Não deixa dúvidas de que são necessários mecanismos para superação de quadros críticos relacionados à produção e uso dos recursos naturais, podendo ser desenvolvidos, aplicados e implantados. À adoção de tais medidas estão em discussão, pois há aqueles que acreditam que tais medidas atrapalhariam o crescimento econômico. A idéia por trás desse argumento é que se trata de ações restritivas sobre as empresas, o que causaria desemprego e queda na taxa de crescimento da economia.
Economicamente, enfrenta-se uma crise de gestão e um descaso completo com a economia produtiva. O meio ambiente tem sofrido com o crescimento da sociedade, de forma que a população está sofrendo com a falta de emprego ou com a queda da renda.Sem contar a instabilidade no sentido do futuro gerado pela falta de perspectiva.
“A economia global atual foi formada por forças de mercado e não por princípios de ecologia. Infelizmente, ao deixar de refletir os custos totais dos bens e serviços, o mercado presta informações enganosas aos tomadores de decisões econômicas, em todos os níveis. Isso criou uma economia distorcida, fora de sincronia com os ecossistemas da Terra, uma economia que está destruindo seus sistemas naturais de suporte”.(BROWN, 2002).
É importante ressaltar que as oportunidades que revelam mudança de atitude, no caso do nosso país, como as de implantação de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo e a Gestão Econômica dos Recursos Naturais, representam mitigação de impactos in loco, estando diretamente ligados ao meio ambiente e geram oportunidades nas dimensões do espaço econômico.

Fotos da degradação do meio ambiente

Mudanças para um país melhor
“Um estudo mostrou que a adoção de medidas para a redução do aquecimento global na Califórnia é bom para a economia da Califórnia," disse o economista Michael Hanemann da Universidade de Berkeley e um dos autores da pesquisa. Os Estados Unidos registrou em 2004 um produto interno bruto de US$1,5 trilhão de dólares, cerca de três vezes o PIB de todo o Brasil.
Estratégias de proteção ambiental beneficiam economicamente o país, por acredita-se que a inovação e a eficiência diminuem custos para seus consumidores, que redirecionam seus gastos de forma a estimular o crescimento do emprego. Na revista Veja de 22 de Agosto de 2001, traz uma reportagem na rubrica Ecologia, sob o título “ A Floresta dá Dinheiro”. Em síntese diz:
“ Hoje é possível ter avaliações científicas para estimar quanto a Amazônia pode render, num futuro visível, se for feito o chamado aproveitamento racional, que busca tirar riquezas preservando o Ecossistema. Trata-se de uma montanha de dinheiro. O Brasil poderá tirar da Amazônia recursos no valor de 1,28 Trilhões de Dólares por ano, quase o atual PIB do país.”
As questões ambientais vêm caminhando a passos lentos, muito pouca coisa pode ser vista na prática no que se refere a tentativa de reverter o grave quadro da problemática ambiental. Sem considerar as dificuldades oriundas das deficiências do nosso sistema econômico e político, o quê, está sendo o maior entrave para a evolução das iniciativas ambientais. A teoria econômica é incapaz de reconhecer o problema, pois parte do princípio irreal que o sistema econômico é neutro para o meio ambiente e o meio ambiente é inesgotável.
Segundo Hugo Ferraz Penteado, economista, “A Ecoeconomia parte de uma revisão total dos valores vigentes, não apenas econômicos, mas humanos”, sendo uma alternativa de solução, pois as tecnologias impactam o meio ambiente, assim precisamos adotar no cotidiano a reciclagem, reutilização e redução do consumo material utilizado, contribuindo no Produto Interno Bruto.
O PIB é um fluxo submetido a um crescimento. Mudar o fluxo de consumo e produção, desmaterializa e redimensiona a economia, dando valor aos intangíveis, de modo preventivo, e reconhecendo os limites dos estoques como único caminho possível para a humanidade. Por tanto, atualmente contamos com uma mão menos invisível do governo, por uma regra tributária amigável ao meio ambiente, por estímulos aos pequenos empresários, comerciantes e uma educação partindo por uma reformulação de ensino, embora isso não faça o menor sentido do ponto de vista coletivo. “A questão ambiental faz parte de 100% das nossas vidas, embora cada um de nós a ignora também durante 100% das nossas vidas...”(Hugo Ferraz Penteado, economista).
Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN): A solução
Na Gestão Econômica dos Recursos Naturais, o desenvolvimento deve ser não somente econômico e social, mas também ambiental, relembrando a idéia de desenvolvimento sustentável. Porém não significa transformar a agricultura em orgânica, e nem acabar com a indústria e as exportações potencialmente poluidoras, mas criar novas tecnologias, formas de gestão e incentivar padrões de consumos mais saudáveis ao meio ambiente. Por se tratar da busca de soluções endógenas para muitos problemas ambientais que conseqüências de padrões de consumo e produção externa.

Foto da beleza ambiental Amazônica
Todos podem colaborar para uma melhor gestão. Atualmente, a atuação de organizações não governamentais (ONGs) está sendo cada vez mais importante na colaboração as questões relativas ao meio ambiente. Elas realizam pesquisas relevantes, a fim de que a realidade fique mais compreensível. Mas, devido à interdisciplinariedade das questões ambientais, é necessário melhorar a formação dos profissionais que atuam nesse segmento. A atualização de profissionais na área de meio ambiente é, portanto, de suma importância para que velhas questões sejam repensadas e novas soluções encontradas.
Assegurar e aprofundar as conquistas de modo a viabilizar um salto estratégico, principalmente no investimento, certamente tornará mais próximo o desenvolvimento sustentável tão desejado. Pensar no futuro implica elaborar e implementar políticas de desenvolvimento industrial e tecnológico. Significa dar vida a um verdadeiro sonho para induzir a inovação, de modo a aumentar o investimento privado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A questão ambiental está inserida nas diversas áreas do estudo da economia, por o meio ambiente ser fonte de matérias primas e energia, gerador das atividades produtivas e contribuindo de maneira significativa para o bem-estar da população. Sua abundância de recursos naturais é uma das razões pela ausência de atenção de muitos. Logo, não há qualquer desconfiança de que o mercado brasileiro e o mundial foram direta ou indiretamente pressionados para apresentar uma nova identidade e coexistir na sua lógica com o uso dos recursos naturais, direcionando-se a outros conceitos inerentes à dinâmica de mercado atual, que são a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental. Considera-se diferentes aspectos, como o ecológico-econômico, jurídico-ambiental, social e político para a geração da sustentabilidade e do desenvolvimento.
REFERÊNCIAS
http://www.desafios.org.br/
http://www.ipea.gov.br/
http://www.niead.ufrj.br/
http://pt.wikipedia.org/
http://www.inovacaotecnologica.com.br/
http://www.ambientebrasil.com.br/
http://www.ibps.com.br/
http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/
http://www.uru.org.br/Fotos
Mirian Ferreira Siqueira1, Elcilana Costa Guerreiro2, Otoniel Farias de Oliveira3, Keith Ribeiro dos Santos4.
1,2.,3,4 Acadêmica do Centro Universitário Nilton
1mirian.siqueira@am.sebrae.com.br; 2 lannnah@hotmail.com; 3 otofarias@hotmail.com; 4 keith-santos@hotmail.com.
RESUMO
A mudança para um ambiente competitivo na economia brasileira é simultânea à mudanças sociais e econômicas, influenciando de forma inversa no meio ambiente: as atividades tradicionais econômicas estão se expandindo e surgindo novos mercados. Diante disso, o crescimento da economia necessita de alternativas dinâmicas e atuais, que possibilitem um aumento no PIB, capazes de atender necessidades básicas e de produtividade. Este trabalho apresenta um modelo de Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN), baseado na identificação da real demanda dos interessados e das fontes de recursos existentes para seu atendimento. É analisada a importância da conscientização da população brasileira na participação da Preservação do Meio Ambiente. Conclui-se que a alternativa é viável e se destaca o papel da sociedade como agente regulador na indução de mecanismos que tornem o país mais atraente para investimentos.
(Palavras-chave: PIB, gestão econômica dos recursos naturais)
Abstract - The change for a competitive environment in the Brazilian economy is simultaneous to the social and economic changes, influencing of inverse form in the environment: the economic traditional activities are if expanding and appearing new markets. Ahead this, the growth of the economy needs dynamic and current alternatives, that make possible an increase in the GIP, capable to take care of basic necessities and of productivity. This work presents a model of Economic Management of Natural Resources (GERN), based in the identification of the real demand of the interested parties and the sources of existing resources for its attendance. The importance of the awareness of the Brazilian population in the participation of the Preservation of the Environment is analyzed. One concludes that the alternative is viable and if it detaches the paper of the society as regulating agent in the induction of mechanisms that become the country most attractive for investments.
(Palavras-chave: PIB, economical administration nature resources)
DESENVOLVIMENTO
A realidade da Economia-Meio Ambiente
A ética tem passado despercebida, vacilando entre uma esperança do amanhã e os aspectos da futura realidade. A economia e o meio ambiente lutam por ideais diferentes e fixam a falta do compromisso da população, mesmo das classe mais carentes.
Estamos vivendo uma crise muito mais séria do ponto de vista ambiental do que sob os aspectos econômicos. O Brasil, com toda a sua biodiversidade tem discutido sobre os rumos do país para os próximos anos, estando cada vez mais enrolado ao tentar criar uma imagem de credibilidade fictícia. Em épocas de economia com os recursos naturais ameaçados, a preocupação ambiental diverge idéias.
Imagem de Satélite do Brasil
O Brasil com uma economia que apresenta diagnóstico medíocre quanto à relação economia-meio ambiente. Não deixa dúvidas de que são necessários mecanismos para superação de quadros críticos relacionados à produção e uso dos recursos naturais, podendo ser desenvolvidos, aplicados e implantados. À adoção de tais medidas estão em discussão, pois há aqueles que acreditam que tais medidas atrapalhariam o crescimento econômico. A idéia por trás desse argumento é que se trata de ações restritivas sobre as empresas, o que causaria desemprego e queda na taxa de crescimento da economia.
Economicamente, enfrenta-se uma crise de gestão e um descaso completo com a economia produtiva. O meio ambiente tem sofrido com o crescimento da sociedade, de forma que a população está sofrendo com a falta de emprego ou com a queda da renda.Sem contar a instabilidade no sentido do futuro gerado pela falta de perspectiva.
“A economia global atual foi formada por forças de mercado e não por princípios de ecologia. Infelizmente, ao deixar de refletir os custos totais dos bens e serviços, o mercado presta informações enganosas aos tomadores de decisões econômicas, em todos os níveis. Isso criou uma economia distorcida, fora de sincronia com os ecossistemas da Terra, uma economia que está destruindo seus sistemas naturais de suporte”.(BROWN, 2002).
É importante ressaltar que as oportunidades que revelam mudança de atitude, no caso do nosso país, como as de implantação de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo e a Gestão Econômica dos Recursos Naturais, representam mitigação de impactos in loco, estando diretamente ligados ao meio ambiente e geram oportunidades nas dimensões do espaço econômico.
Fotos da degradação do meio ambiente
Mudanças para um país melhor
“Um estudo mostrou que a adoção de medidas para a redução do aquecimento global na Califórnia é bom para a economia da Califórnia," disse o economista Michael Hanemann da Universidade de Berkeley e um dos autores da pesquisa. Os Estados Unidos registrou em 2004 um produto interno bruto de US$1,5 trilhão de dólares, cerca de três vezes o PIB de todo o Brasil.
Estratégias de proteção ambiental beneficiam economicamente o país, por acredita-se que a inovação e a eficiência diminuem custos para seus consumidores, que redirecionam seus gastos de forma a estimular o crescimento do emprego. Na revista Veja de 22 de Agosto de 2001, traz uma reportagem na rubrica Ecologia, sob o título “ A Floresta dá Dinheiro”. Em síntese diz:
“ Hoje é possível ter avaliações científicas para estimar quanto a Amazônia pode render, num futuro visível, se for feito o chamado aproveitamento racional, que busca tirar riquezas preservando o Ecossistema. Trata-se de uma montanha de dinheiro. O Brasil poderá tirar da Amazônia recursos no valor de 1,28 Trilhões de Dólares por ano, quase o atual PIB do país.”
As questões ambientais vêm caminhando a passos lentos, muito pouca coisa pode ser vista na prática no que se refere a tentativa de reverter o grave quadro da problemática ambiental. Sem considerar as dificuldades oriundas das deficiências do nosso sistema econômico e político, o quê, está sendo o maior entrave para a evolução das iniciativas ambientais. A teoria econômica é incapaz de reconhecer o problema, pois parte do princípio irreal que o sistema econômico é neutro para o meio ambiente e o meio ambiente é inesgotável.
Segundo Hugo Ferraz Penteado, economista, “A Ecoeconomia parte de uma revisão total dos valores vigentes, não apenas econômicos, mas humanos”, sendo uma alternativa de solução, pois as tecnologias impactam o meio ambiente, assim precisamos adotar no cotidiano a reciclagem, reutilização e redução do consumo material utilizado, contribuindo no Produto Interno Bruto.
O PIB é um fluxo submetido a um crescimento. Mudar o fluxo de consumo e produção, desmaterializa e redimensiona a economia, dando valor aos intangíveis, de modo preventivo, e reconhecendo os limites dos estoques como único caminho possível para a humanidade. Por tanto, atualmente contamos com uma mão menos invisível do governo, por uma regra tributária amigável ao meio ambiente, por estímulos aos pequenos empresários, comerciantes e uma educação partindo por uma reformulação de ensino, embora isso não faça o menor sentido do ponto de vista coletivo. “A questão ambiental faz parte de 100% das nossas vidas, embora cada um de nós a ignora também durante 100% das nossas vidas...”(Hugo Ferraz Penteado, economista).
Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN): A solução
Na Gestão Econômica dos Recursos Naturais, o desenvolvimento deve ser não somente econômico e social, mas também ambiental, relembrando a idéia de desenvolvimento sustentável. Porém não significa transformar a agricultura em orgânica, e nem acabar com a indústria e as exportações potencialmente poluidoras, mas criar novas tecnologias, formas de gestão e incentivar padrões de consumos mais saudáveis ao meio ambiente. Por se tratar da busca de soluções endógenas para muitos problemas ambientais que conseqüências de padrões de consumo e produção externa.
Foto da beleza ambiental Amazônica
Todos podem colaborar para uma melhor gestão. Atualmente, a atuação de organizações não governamentais (ONGs) está sendo cada vez mais importante na colaboração as questões relativas ao meio ambiente. Elas realizam pesquisas relevantes, a fim de que a realidade fique mais compreensível. Mas, devido à interdisciplinariedade das questões ambientais, é necessário melhorar a formação dos profissionais que atuam nesse segmento. A atualização de profissionais na área de meio ambiente é, portanto, de suma importância para que velhas questões sejam repensadas e novas soluções encontradas.
Assegurar e aprofundar as conquistas de modo a viabilizar um salto estratégico, principalmente no investimento, certamente tornará mais próximo o desenvolvimento sustentável tão desejado. Pensar no futuro implica elaborar e implementar políticas de desenvolvimento industrial e tecnológico. Significa dar vida a um verdadeiro sonho para induzir a inovação, de modo a aumentar o investimento privado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A questão ambiental está inserida nas diversas áreas do estudo da economia, por o meio ambiente ser fonte de matérias primas e energia, gerador das atividades produtivas e contribuindo de maneira significativa para o bem-estar da população. Sua abundância de recursos naturais é uma das razões pela ausência de atenção de muitos. Logo, não há qualquer desconfiança de que o mercado brasileiro e o mundial foram direta ou indiretamente pressionados para apresentar uma nova identidade e coexistir na sua lógica com o uso dos recursos naturais, direcionando-se a outros conceitos inerentes à dinâmica de mercado atual, que são a responsabilidade social e a responsabilidade ambiental. Considera-se diferentes aspectos, como o ecológico-econômico, jurídico-ambiental, social e político para a geração da sustentabilidade e do desenvolvimento.
REFERÊNCIAS
http://www.desafios.org.br/
http://www.ipea.gov.br/
http://www.niead.ufrj.br/
http://pt.wikipedia.org/
http://www.inovacaotecnologica.com.br/
http://www.ambientebrasil.com.br/
http://www.ibps.com.br/
http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/
http://www.uru.org.br/Fotos
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
INTRODUÇÃO AO GEOPROCESSAMENTO E AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS
Introdução ao Geoprocessamento e aos Sistemas de Informações Geográficas
Evandro Brandão Barbosa1
1 Professor do Centro Universitário Nilton Lins, líder do Nupesa e coordenador do Projeto Geocompensamento, em Manaus-AMFone (092) 9995-6990 evandrobb@bol.com.br
http://geocompensamento.zip.net
Conteúdo:
1. Introdução
2. Desenvolvimento
3. Usos e Aplicações
4. Considerações finais
5. Referências
6. Acessos à Internet (sugeridos)
Resumo: Este artigo apresenta uma introdução ao Geoprocessamento e aos Sistemas de Informações Geográficas. Apresenta as geotecnologias modernas como ferramentas auxiliares na compreensão dos cenários geográficos do planeta Terra, para potencializar planejamentos, tomadas de decisões, prevenções, identificações e correções de atividades antrópicas. Aborda também a capacidade do geoprocessamento para análises ambientais e de recursos naturais. Por tratar-se de uma introdução, as abordagens sobre o Geoprocessamento, incluindo os Sistemas de Informações Geográficas, são apenas informativas àqueles que se consideram iniciantes nessa área de conhecimento; no entanto, o conteúdo do artigo esclarece o que é, como funciona e o que o geoprocessamento pode fazer pelo desenvolvimento econômico e social de uma comunidade.
Palavras chave: Internet, sensoriamento remoto, georreferenciamento, SIG.
Abstract: This article presents a Geoprocessing introduction and Geographical Introduction Systems. It presents new technologies as auxiliary tools to understanding physical looks of the Earth planet, plannings, to make decisions, identifies, preventions and corrections of antropical activities. It approaches the capacity of geoprocessing for environmental analysis and natural resources. It is a introduction, so the approachings about geoprocessing, including Geographical Introduction Systems, are only informations for those considered beginners on this knowing area; nevertheless, the contents of this article clarifies what is, how function and what the geoprocessing can do by economical and social development of a community.
Keywords: Internet, remote sensing, georreferencing, GIS.
1. Introdução
O geoprocessamento é um conjunto de técnicas de processamento automatizado de informações relativas à Terra; essas informações podem ser adquiridas no próprio terreno ou através de imagens de satélites ou fotografias digitais, cujo processamento se realiza em computador.
Um das principais características do geoprocessamento é a automatização de informações vinculadas a um endereço geográfico no terreno, isto é, as coordenadas do local onde a informação ocorre. Um exemplo é a identificação em uma imagem de satélite de área plantada com uma determinada cultura – através do geoprocessamento obtém-se as coordenadas (latitude e longitude) e o total de área plantada, de forma rápida e com margem de precisão bastante aceitável. Para isso, o geoprocessamento reúne técnicas de coleta, armazenamento, tratamento e análise de dados do terreno, para, através de sistemas computacionais poder automatizar as informações processadas. Um desses sistemas é o de informações geográficas. O Sistema de Informações Geográficas (SIG) ou GIS, de acordo com a literatura específica, é um sistema computacional composto de softwares e hardwares, que permite a integração entre bancos de dados alfanuméricos (tabelas) e gráficos (mapas), para o processamento, análise e saída de dados georreferenciados. Os produtos criados são arquivos digitais contendo Mapas, Gráficos, Tabelas e Relatórios convencionais.
O ponto de partida do geoprocessamento é o georreferenciamento do documento digital utilizado como base para analisar os dados do terreno. Georreferência significa que as coordenadas constantes de uma imagem de satélite ou de uma fotografia, ou de uma carta ou de um mapa inserido em computador, são as mesmas coordenadas desses mesmos locais no globo terrestre; assim: geo = Terra e referenciada = referente à. Logo, um documento digital georreferenciado é aquele que contém as mesmas coordenadas (latitude e longitude) da Terra. E como o Sistema de Coordenadas é universal, uma vez identificadas as coordenadas de um determinado ponto no globo terrestre, este ponto pode ser encontrado por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo a partir da utilização de um documento digital georreferenciado.
A partir dessas informações iniciais, torna-se clara a utilidade do geoprocessamento como ferramenta de análise em qualquer área de conhecimento humano, seja para identificar com rapidez em um SIG onde estão localizadas as residências com três quartos e que estejam a uma pequena distância de uma escola infantil, seja para identificar através de imagens de satélites as áreas desmatadas da Amazônia Brasileira.
Assunto de interesse crescente entre acadêmicos, gestores públicos e tomadores de decisões no setor privado, o geoprocessamento tem se popularizado no Brasil desde o início da década de 1970, mas ainda permanece desconhecido do grande público, pois sendo uma ferramenta, o geoprocessamento é multidisciplinar e dinâmico, características nem sempre desenvolvidas sem a integração de pessoas, conhecimentos, hardwares e softwares adequados.
Durante o desenvolvimento do conteúdo deste artigo, as informações vão convergindo para uma compreensão mais ampla sobre as capacidades do geoprocessamento. Os profissionais das diversas áreas, alunos, professores e pesquisadores interessados no assunto descobrirão no conteúdo deste artigo, como o geoprocessamento está intrinsecamente ligado a diversas áreas de conhecimento.
Um das principais características do geoprocessamento é a automatização de informações vinculadas a um endereço geográfico no terreno, isto é, as coordenadas do local onde a informação ocorre. Um exemplo é a identificação em uma imagem de satélite de área plantada com uma determinada cultura – através do geoprocessamento obtém-se as coordenadas (latitude e longitude) e o total de área plantada, de forma rápida e com margem de precisão bastante aceitável. Para isso, o geoprocessamento reúne técnicas de coleta, armazenamento, tratamento e análise de dados do terreno, para, através de sistemas computacionais poder automatizar as informações processadas. Um desses sistemas é o de informações geográficas. O Sistema de Informações Geográficas (SIG) ou GIS, de acordo com a literatura específica, é um sistema computacional composto de softwares e hardwares, que permite a integração entre bancos de dados alfanuméricos (tabelas) e gráficos (mapas), para o processamento, análise e saída de dados georreferenciados. Os produtos criados são arquivos digitais contendo Mapas, Gráficos, Tabelas e Relatórios convencionais.
O ponto de partida do geoprocessamento é o georreferenciamento do documento digital utilizado como base para analisar os dados do terreno. Georreferência significa que as coordenadas constantes de uma imagem de satélite ou de uma fotografia, ou de uma carta ou de um mapa inserido em computador, são as mesmas coordenadas desses mesmos locais no globo terrestre; assim: geo = Terra e referenciada = referente à. Logo, um documento digital georreferenciado é aquele que contém as mesmas coordenadas (latitude e longitude) da Terra. E como o Sistema de Coordenadas é universal, uma vez identificadas as coordenadas de um determinado ponto no globo terrestre, este ponto pode ser encontrado por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo a partir da utilização de um documento digital georreferenciado.
A partir dessas informações iniciais, torna-se clara a utilidade do geoprocessamento como ferramenta de análise em qualquer área de conhecimento humano, seja para identificar com rapidez em um SIG onde estão localizadas as residências com três quartos e que estejam a uma pequena distância de uma escola infantil, seja para identificar através de imagens de satélites as áreas desmatadas da Amazônia Brasileira.
Assunto de interesse crescente entre acadêmicos, gestores públicos e tomadores de decisões no setor privado, o geoprocessamento tem se popularizado no Brasil desde o início da década de 1970, mas ainda permanece desconhecido do grande público, pois sendo uma ferramenta, o geoprocessamento é multidisciplinar e dinâmico, características nem sempre desenvolvidas sem a integração de pessoas, conhecimentos, hardwares e softwares adequados.
Durante o desenvolvimento do conteúdo deste artigo, as informações vão convergindo para uma compreensão mais ampla sobre as capacidades do geoprocessamento. Os profissionais das diversas áreas, alunos, professores e pesquisadores interessados no assunto descobrirão no conteúdo deste artigo, como o geoprocessamento está intrinsecamente ligado a diversas áreas de conhecimento.
Através do geoprocessamento os conceitos abstratos de espaço geográfico são representados em computador, o que possibilita melhor compreensão das características da superfície da Terra e de tudo o que está sobre a mesma. Alguns exemplos de problemas a serem analisados via geoprocessamento foram citados por Câmara (2005): um cientista social tenta entender e quantificar o fenômeno da exclusão social numa grande cidade brasileira e utiliza mapas de exclusão/inclusão social, gerados a partir de dados censitários (SPOSATI, 1996); o estudo dos remanescentes florestais da Mata Atlântica a partir de estudos de fragmentação obtidos através da interpretação de imagens de satélites (PARDINI et al., 2005) e ainda a necessidade de uma pedóloga que pretende determinar a distribuição de propriedades do solo numa área de estudo e utiliza um conjunto de amostras de campo (BÖNISCH et al., 2004). Câmara (2005) interroga e responde:
o que há de comum nesses casos? A especialista lida com conceitos de sua disciplina (exclusão social, fragmentos, distribuição de propriedades do solo) e precisa de representações que traduzam estes conceitos para o computador. Após esta tradução, ela poderá compartilhar os dados de seu estudo, inclusive com pesquisadores de outras disciplinas (p. 12).
A tradução em questão é a interpretação de dados coletados sobre aspectos da superfície terrestre, combinados com dados sociais, culturais, econômicos ou até mesmo políticos, gerando informações que revelam a realidade dos fenômenos em estudo. Essas informações tornam explicitas determinadas situações e condições porque são resultantes da coleta, do armazenamento de dados, do processamento e da análise multidisciplinar de todo um cenário; técnicas que, conjugadas, materializam o geoprocessamento.
2.1 As técnicas do geoprocessamento
As definições de geoprocessamento, constantes da literatura específica, apresentam diferentes abordagens para explicarem como o geoprocessamento se desenvolve. Porém, a abordagem que inclui o conjunto de técnicas necessárias à consecução do tratamento da informação espacial é a mais ampla forma para a compreensão de como funciona o geoprocessamento.
Lazzarotto (1997) apresenta um conjunto de quatro categorias de técnicas para definir o geoprocessamento, da seguinte forma:
- Técnicas para coleta de informação espacial (Cartografia, Sensoriamento Remoto, GPS, Topografia Convencional, Fotogrametria, Levantamento de dados alfanuméricos);
- Técnicas de armazenamento de informação espacial (Bancos de Dados – Orientado a Objetos, Relacional, Hierárquico, etc.)
- Técnicas para tratamento e análise de informação espacial, como Modelagem de Dados, Geoestatística, Aritmética Lógica, Funções topológicas, Redes; e
- Técnicas para o uso integrado de informação espacial, como os sistemas GIS – Geographic Information Systems, LIS – Land Information Systems, AM/FM – Automated Mapping/Facilities Management, CADD – Computer-Aided Drafting and DeGISn (p. 3).
Ainda para reforçar a definição técnica, no mesmo trabalho escrito por Lazzarotto há uma figura que ilustra a citação anterior. Ou seja, trata-se da visualização desse conjunto de técnicas em um diagrama:
Assim, torna-se mais fácil entender o geoprocessamento como uma atividade relacionada à multidisciplinaridade, desde a coleta de dados com o suporte da Cartografia, do Sensoriamento Remoto, da Fotogrametria, da Topografia, do Sistema de Posicionamento Global (GPS) e dos dados alfanuméricos, passando pelo armazenamento em forma de banco de dados, o tratamento e análise de dados que precisam de modelagem, conhecimentos de Geoestatística, Aritmética Lógica, Análise de Redes, Análise Topológica e Reclassificação dos dados; e, finalmente, o uso integrado dos dados de interesse através de sistemas, dentre os quais os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são os mais populares.
Atualmente, todas essas técnicas encontram-se condicionadas à utilização de geotecnologias como satélite de imageamento da Terra, satélite de GPS, imagem de satélite de alta resolução, distanciômetro, estação total, aparelho de GPS geodésico e de mão, diversos softwares e computadores.
Os conhecimentos teóricos sobre geoprocessamento são fundamentais para a realização de um trabalho prático eficiente e útil às pessoas, às empresas e ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades. Por isso, é importante ler, pesquisar e discutir determinados conceitos ainda não esclarecidos sobre as técnicas que integram o universo do geoprocessamento. As técnicas de armazenamento, tratamento e análise e uso integrado estão intensivamente explicadas e discutidas na literatura existente sobre o assunto; em relação às técnicas para a coleta de informação espacial, pode-se afirmar que se configuram como as mais práticas de todo o processo, embora também possuam boa carga de teoria constante de livros, revistas, artigos etc.
Para incentivar o início do interesse pelo geoprocessamento, faz-se necessário recorrer ao glossário cartográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)[1], no qual se encontram definições sobre algumas técnicas para coleta de informação espacial:
Cartografia é um conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo como base os resultados de observações diretas ou a análise de documentação já existente, visa a elaboração de mapas, cartas e outras fontes de expressão gráfica ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos bem como sua utilização. Fotogrametria (Geral) é a ciência que trata da obtenção de medições fidedignas de imagens fotográficas; quando se trata de mapeamento, a fotogrametria é a ciência da elaboração de cartas topográficas que congrega diversos processos e métodos matemáticos e físicos a partir de fotografias ou imagens aéreas ou orbitais, utilizando-se instrumentos óticos-mecânicos sofisticados. (pp. 2 e 4).
A Fotogrametria é uma das ferramentas utilizadas pela Cartografia para a elaboração de mapas e cartas.
Uma informação constante do trabalho de Lazzarotto (1997) amplia o entendimento das técnicas de geoprocessamento, pois define uma delas:
Topografia é uma ciência aplicada, baseada na geometria e na trigonometria, de âmbito restrito. É um capítulo da Geodesia, que objetiva o estudo da forma e dimensões da Terra. A função da Topografia é representar, no papel, a configuração de uma porção de terreno, incluindo as benfeitorias que estão em sua superfície. Permite a representação, em planta, dos limites de uma propriedade, dos detalhes que estão em seu interior (cercas, construções, campos cultivados, córregos, vales, espigões, etc.). A Topografia pode descrever o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões representadas através das curvas de nível. Isto permite conhecer a diferença de nível entre dois pontos, seja qual for a distância que os separa. Esta ciência determina o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre, sem levar em conta a esfericidade da Terra.
A importância da assimilação dessa definição ajuda a estabelecer as diferenças entre a necessidade de utilizar instrumentos geodésicos e cálculos de Geodesia e a necessidade de utilizar apenas instrumentos topográficos e cálculos de Topografia, pois cada uma dessas ciências tem objetivos definidos.
O conteúdo deste artigo mostra que o geoprocessamento é multidisciplinar, em decorrência das suas técnicas, metodologias, equipamentos e conhecimentos inter-relacionados.
O Sensoriamento Remoto é uma técnica de coleta de dados, uma tecnologia para a aquisição de dados sobre os objetos sem que haja o contato físico com os mesmos. No entanto, por ser uma definição bastante ampla, Novo (1992) apresenta uma definição mais elucidativa:
é a utilização conjunta de modernos sensores, equipamentos para processamento de dados, equipamentos de transmissão de dados, aeronaves, espaçonaves etc., com o objetivo de estudar o ambiente terrestre através do registro e da análise das interações entre a radiação eletromagnética e as substâncias componentes do planeta Terra em suas mais diversas manifestações.
Para o geoprocessamento, o sensoriamento remoto definido é representado pelo conjunto de satélites imageadores que se deslocam em órbitas pré-definidas no entorno da Terra, emitindo ondas e recebendo-as com os dados dos objetos sobre os quais elas incidem. A partir desses sinais recebidos pelos sensores instalados nos satélites, realiza-se o processamento para a produção de imagens de satélites.
Tudo isso é possível, porque cada objeto existente na superfície terrestre apresenta determinadas características após receber iluminação, seja natural (sol) ou artificial, essas características constituem os dados remotamente coletados pelos satélites a uma altitude de aproximadamente 700 km. Esses satélites são controlados a partir de estações terrestres, de onde são enviadas as correções necessárias ao perfeito funcionamento dos equipamentos incorporados aos satélites, e também as correções para retificação de posicionamento orbital no espaço. Landsat, Spot, Ikonos, Eros, Quickbird e Cbers-2B (China-Brasil) são alguns dos satélites imageadores em operação.
O acordo de colaboração entre o Brasil e a China criou o programa Cbers, de China-Brazil Earth Resources Satellite; o programa teve início em 1988, para o desenvolvimento, fabricação, testes, lançamento e operação em órbita de dois satélites de sensoriamento remoto, idênticos entre si. Assim, foi lançado o Cbers-1 em outubro de 1999, deixando de funcionar em agosto de 2003, quando foi substituído pelo Cbers-2.
Em setembro de 2007, alguns engenheiros e técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) foram à China para acompanhar o lançamento do satélite Cbers-2B, terceiro Satélite Sino-Brasileiro de Recursos terrestres.
De acordo com Yuri Vasconcelos, no artigo “Visão privilegiada” publicado na Revista Pesquisa FAPESP, de agosto de 2007:
uma característica importante dos satélites de sensoriamento remoto Cbers é o fato de serem dotados de várias câmeras para observação de todo o globo terrestre, com diferentes resoluções espaciais e bandas espectrais (ondas eletromagnéticas captadas do solo), além de um sistema de coleta de dados ambientais. As imagens são utilizadas em várias aplicações, como controle do desmatamento e queimadas na Amazônia, monitoramento de recursos hídricos e de áreas agrícolas, acompanhamento do crescimento urbano e da ocupação do solo. A distribuição é gratuita e foi adotada em junho de 2004. Cerca de 340 mil imagens do território nacional geradas pelo Cbers-2 já foram distribuídas sem custo para 15 mil usuários de 1500 instituições brasileiras entre universidades, institutos de pesquisa, órgãos públicos, organizações não governamentais e empresas privadas. (p. 68).
A aquisição das imagens dos satélites Cbers pode ser feita na Internet, a partir da visita à página eletrônica do Inpe[2]. As imagens obtidas a partir do imageamento do Cbers-2B encontram-se disponíveis no endereço http://www.cbers.inpe.br/, desde o início de outubro de 2007. Sobre o Cbers-2B, Vasconcelos (2007) registra na mesma fonte anteriormente citada, a principal novidade do novo satélite:
uma nova câmara pancromática de alta resolução (High Resolution Câmera – HRC), que produz imagens com boa nitidez de uma faixa de 27 km de largura com uma resolução de 2,7 metros. Construída por chineses, ela permitirá a observação com grande detalhamento da superfície terrestre. A cada 130 dias será possível ter uma cobertura completa do país. Segundo o engenheiro agrônomo José Epiphânio, coordenador do programa de aplicações Cbers do Inpe, as imagens geradas pela HRC terão várias aplicações, entre elas a geração de mosaicos nacionais e estaduais detalhados, a atualização de mapas, a geração de produtos para fins de planejamento local ou municipal e aplicações urbanas e de inteligência.
As imagens de satélites são interpretadas em computador, por técnicos habilitados, a fim de identificar detalhes de interesse para a geração de plantas cadastrais, cartas, mapas, Sistemas de Informações Geográficas etc., produtos a serem utilizados para tomadas de decisões.
Uma observação importante sobre as imagens de satélites é não confundi-las com as fotografias aéreas. As imagens de Satélites são arquivos digitais construídos com a estrutura de linha-coluna; essa linha-coluna forma uma célula denominada pixel. Uma forma de compreender o que é um pixel, é imaginar um quadriculado – cada quadrícula seria um pixel. Esse pixel contém dados (cor, tonalidade, textura, luminosidade, grau de umidade etc.) dos objetos naturais e artificiais, que são coletados pelos sensores na ocasião do imageamento pelos satélites. Como cada imagem é formada por diversos pixels, tem-se a representação da superfície terrestre devido às diferentes respostas eletromagnéticas de cada um dos objetos. Sobre as imagens de sensoriamento remoto, Lazzarotto (1997) escreveu:
são constituídas por um arranjo de elementos sob a forma de uma malha, “grid” ou matriz. Cada elemento (cela) desta matriz tem sua localização definida com um sistema de coordenadas do tipo “coluna e linha”, representados por “x” e “y”, respectivamente. O nome dado a esses elementos é “pixel”, derivado do inglês “picture element”. Para um mesmo sensor remoto, cada pixel corresponde sempre a uma área com as mesmas dimensões na superfície da Terra. Cada pixel possui também um atributo numérico “z”, que indica o nível de cinza representando a intensidade da energia eletromagnética medida pelo sensor, para a área da superfície terrestre correspondente (p. 20).
Essa característica das imagens serem estruturadas a partir de pixels permite que o técnico selecione uma pequena área na imagem, onde um trabalho anterior de pesquisa de campo já detectou tratar-se de vegetação tipo cerrado, por exemplo, e assim o técnico informa ao computador que aquela pequena amostra selecionada de pixels representa cerrado; com essa informação, o software de computador pesquisará em toda a imagem a existência de pixels que possuam as mesmas características da amostra selecionada. Finalmente, o software selecionará todas as áreas na imagem, que coincidam com as características da amostra, vegetação tipo cerrado. Assim, o técnico interpretará e classificará a vegetação, os objetos em geral, a hidrografia, as estradas asfaltadas ou não, as edificações etc., constantes da imagem analisada.
Após a interpretação e classificação torna-se possível a vetorização, ou seja, o desenho de linhas e polígonos sobre os detalhes identificados na imagem; os produtos resultantes são os materiais cartográficos como plantas e mapas, os quais posteriormente podem ser utilizados como base para a criação de Sistemas de Informações Geográficas (SIG).
A interpretação e classificação de uma imagem deve ser precedida de um pré-processamento da mesma. Uma imagem que apresente diferentes tons de cinza, variando do preto absoluto ao branco absoluto, por exemplo, terá 256 valores de cinza. Considerando-se o valor zero para o preto absoluto e 255 para o branco absoluto, compreende-se que as variações de cinza contidas na imagem apresentará baixo contraste, onde os objetos cinza escuros aparecerão totalmente pretos e os objetos claros aparecerão totalmente brancos. Para que isso não ocorra, providencia-se o aumento do contraste da imagem durante o pré-processamento.
Segundo Crósta (1992):
Uma vez que o sistema visual humano só consegue discriminar cerca de trinta tons de cinza, e assim mesmo só quando eles são bastante espalhados entre o preto e o branco (representados digitalmente pelo zero e pelo 255, respectivamente), uma imagem de satélite vista da forma como é adquirida pelo sensor aparece visualmente com baixo contraste. Para que as informações nela contidas possam ser extraídas por um analista humano, o seu histograma comprimido tem então que ser expandido para ocupar todo o intervalo disponível. Esse conceito é a base do chamado aumento de contraste (“contrast stretch” em inglês). O aumento de contraste é provavelmente uma das mais poderosas, importantes e sem dúvida a mais usada das técnicas de processamento para a extração de informações de imagens de sensoriamento remoto. Apesar disso, ele é muitas vezes considerado (erroneamente) como um processo simples e aplicado usando-se “receitas” contidas no software de sistemas de processamento de imagens. Por outro lado, deve-se enfatizar que o aumento de contraste não irá nunca revelar informação nova, que não esteja já contida na imagem original. (pp. 39-40).
Nesse caso, após o aumento do contraste, os detalhes constantes da imagem podem ser identificados, interpretados, classificados e extraídos pelos técnicos com menor probabilidade de erros.
2.2 O Sistema de Posicionamento Global (GPS)
É um sistema composto de aproximadamente três dezenas de satélites, distribuídos em órbitas pré-definidas. Esses satélites movimentam-se em suas órbitas emitindo sinais para a superfície terrestre; os sinais são captados por aparelhos GPS utilizados por pessoas que desejam coletar as coordenadas de determinadas posições no terreno. O monitoramento desses satélites é feito por técnicos que trabalham nas estações terrestres, de onde enviam informações aos satélites para as devidas correções de funcionamento, bem como recebem informações daqueles para avaliar o modo como os mesmos estão operando.
A Figura 1 mostra a Terra e os satélites GPS em suas órbitas.
Fig. 1. Sistema GPS
Fonte: Lazzarotto (1997).
As pessoas que operam aparelhos de GPS na Terra obtêm dados como latitude, longitude, altitude, velocidade de deslocamento, hora e o nível das influências atmosféricas durante a recepção dos sinais dos satélites. O aparelho GPS pode ser utilizado qualquer hora, com ou sem nuvens e chuva; há necessidade apenas que haja horizonte livre para que a antena do aparelho GPS receba os sinais dos satélites. Normalmente, os sinais são emitidos por três ou quatro satélites, captados e processados pelo aparelho GPS do usuário. Esses aparelhos possuem precisão de aproximadamente 30 (trinta) metros, o que significa que as coordenadas geográficas de um ponto, determinadas através de um aparelho GPS de mão, encontram-se num raio de aproximadamente trinta metros. No entanto, os trabalhos práticos de rastreio de pontos no terreno com o GPS de mão têm apresentado erro entre 3 (três) e 13 (treze) metros – isso significa uma precisão muito boa para a maioria dos trabalhos cartográficos para a elaboração de mapas temáticos, projetos e Sistemas de Informações Geográficas (SIG), principalmente quando as coordenadas são obtidas em campo através de GPS de mão e o trabalho de cartografia realizado sobre uma imagem de satélite georreferenciada (com as mesmas coordenadas do globo terrestre).
Sendo assim, os sinais dos satélites não alcançam os aparelhos GPS quando estes se encontram sob árvores, entre prédios altos e próximos, sob linhas de alta-tensão; em algumas situações, os sinais dos satélites também são prejudicados quando o aparelho GPS está localizado muito próximo a paredes ou muros altos que diminuem o horizonte de visualização do espaço.
Quando os trabalhos cartográficos requerem maior precisão, de centímetros, por exemplo, o usuário deve utilizar aparelho de GPS geodésico, cuja precisão é de um, dois ou três centímetros em relação às coordenadas adquiridas através do rastreio de pontos de satélites. A dificuldade para ter um desses aparelhos disponível é o preço dos mesmos; além disso, mesmo quando alugados de uma grande empresa especializada, o valor da hora ainda continuará alto para usuários com média capacidade de pagamento. Desse modo, cabe ao interessado avaliar se há necessidade mesmo de se utilizar um GPS geodésico, pois com metodologia e técnicas de trabalho de campo apropriadas, muitos trabalhos de cartografia, geoprocessamento, topografia e SIG podem ser realizados com um GPS de mão, sem prejuízos para os resultados previstos no planejamento inicial de cada projeto.
2.3 Sistema de Informação Geográfica (SIG ou GIS)
O SIG é um sistema que reúne uma base cartográfica (mapa ou imagem ou planta ou carta topográfica ou conjunto de detalhes vetorizados, ou a combinação de alguns desses documentos anteriores) contendo as mesmas coordenadas do globo terrestre, onde os assuntos de interesse estão localizados e associados a um banco de dados. Esse banco de dados é alfanumérico e reúne dados coletados em instituições e em campo, referentes aos detalhes do terreno representados na base cartográfica.
A dinâmica do SIG consiste na obtenção de informações sobre um determinado ponto no terreno, cujas coordenadas de latitude e longitude o posiciona no local correto na base cartográfica mostrada no computador.
Com essa característica de posicionamento geográfico e armazenamento em banco de dados, o SIG viabiliza pesquisar algumas características de um mesmo detalhe mostrado na tela do computador, desde que o banco de dados esteja atualizado. Ao clicar com o mouse sobre um determinado detalhe, o sistema mostra uma tabela contendo os dados armazenados para aquele detalhe consultado.
Um exemplo prático de pesquisa em um SIG sobre os alunos de um Curso universitário seria a busca, no Sistema, dos bairros onde residem os alunos que estão inadimplentes com as três últimas mensalidades do Curso de Geografia. O Sistema mostraria os bairros onde residem esses alunos, pois no banco de dados constam os campos Bairro e Mês-Pago, base dessa pesquisa.
A elaboração de um SIG requer conhecimentos básicos de informática, das técnicas que integram o geoprocessamento e estruturação de bancos de dados. Os SIG podem reunir temas como sistema viário, hidrografia, vegetação, edificações, instituições públicas, sistema educacional etc., de acordo com os objetivos planejados. Logo, os SIG são multidisciplinares tanto na estrutura como na operacionalização, pois requerem conhecimento de diversas áreas, ora integrando-os, ora relacionando-os. A capacidade de pesquisa de um SIG, considerando os temas incluídos no mesmo, é definida pela forma como os seus dados são estruturados no banco e a capacidade de previsão dos construtores de o SIG responder aos interesses dos usuários.
A aquisição das coordenadas geográficas dos detalhes de interesse incluídos em um SIG pode ser feita através do uso de aparelhos GPS no campo ou pela obtenção de dados em instituições censitárias e de pesquisa de um modo geral. Essas coordenadas são inseridas no SIG posteriormente para integrarem os bancos de dados.
3. Usos e Aplicações
O Geoprocessamento pode ser utilizado em todas as situações que sejam necessárias a obtenção de dados e informações sobre a superfície terrestre, para representá-los em documentos cartográficos ou sistemas inteligentes, seja em computador ou em papel.
Aplica-se o geoprocessamento para a identificação de áreas que tenham sofrido ações antrópicas; identificação de culturas; definição do traçado de um rio; medição da área de uma bacia hidrográfica; mosaicagem de toda uma região, um estado, um país.
Uma vez compreendidas as técnicas necessárias para que o geoprocessamento seja concretizado, facilmente deduzem-se os seus usos e aplicações.
Podem-se citar como principais aplicações[3] do geoprocessamento: Impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente; Monitoramento de fenômenos naturais; Acompanhamento do uso agrícola das terras; Apoio ao monitoramento de áreas de preservação; Atividades energético-mineradoras; Cartografia e atualização de mapas; Desmatamentos; Dinâmica de urbanização; Estimativas de fitomassa; Monitoramento da cobertura vegetal; Queimadas; Secas e inundações; Sedimentos em suspensão nos rios e estuários.
Quanto aos Sistemas de Informações Geográficas, como escreveu Lazzarotto (1997), podem ser aplicados para:
Procurando Uma Casa
Você deseja alugar uma casa com 3 quartos, maior que 80m2, distante não mais de 5km do centro da cidade e a menos de 1km de uma escola pública de 1º grau e que custe até um valor X.
Procurando o Melhor Local Para Abrir Uma Panificadora
Você deseja instalar uma panificadora em local de alta densidade populacional cuja média do poder aquisitivo seja maior que R$ X,00 por residência/ano. Num raio de 500 metros não deve haver mais que 3 panificadoras já instaladas.
Procurando o Melhor Caminho na Distribuição de Mercadorias
Você deseja distribuir refrigerantes em todos os pontos de revenda da cidade, utilizando-se do menor número possível de veículos. Considerar o trajeto: fluxo do tráfego, distâncias percorridas, quantidade de pontos visitados num intervalo X de tempo, quantidade média entregue em cada ponto, etc..
Procurando Um Lugar Para Construir Uma Escola
O Município quer construir uma escola pública de Ensino Médio. Qual é a região da cidade mais carente deste tipo de equipamento público? As variáveis podem ser: distância mínima de outras escolas, faixa de renda da população, número de habitantes na faixa etária entre 12 e 17 anos, dentre outros.
Um Sistema GIS poderá apresentar respostas a estas exigências sem nenhum esforço e dentro de poucos minutos. Esta busca pode ser feita sem o auxílio de um GIS, mas pode-se avaliar o esforço e o tempo para encontrar o desejado (p. 1).
Há muitos outros exemplos de aplicações de SIG, desde que requeiram dados de uma determinada posição geográfica representada em arquivo digital, em computador.
4. Considerações finais
Este artigo aborda a introdução ao Geoprocessamento e aos Sistemas de Informações Geográficas, é útil para iniciar leitores nessas áreas de conhecimento, sugerir outras fontes de consultas e discutir tais assuntos com pessoas mais experientes; paralelamente, a leitura e a pesquisa provocam o interesse pela aprendizagem de softwares que trabalhem com geoprocessamento e Sistemas de Informações Geográficas.
Pesquisadores de diversas áreas, geógrafos, cartógrafos, topógrafos, historiadores, economistas, engenheiros, administradores, professores e alunos são alguns dos representantes do público alvo do Geoprocessamento e dos Sistemas de Informações Geográficas.
Como se trata de áreas técnicas, os trabalhos a serem realizados com geoprocessamento e SIG devem ser estruturados por pessoas habilitadas. Desse modo, ao necessitar das técnicas de geoprocessamento, o profissional de outra área deve contratar os serviços daqueles que estejam habilitados para a utilização de geotecnologias, explicar-lhes os objetivos do trabalho a ser realizado, bem como participar da sistematização de como deverá funcionar o produto final. O profissional usuário do produto gerado somente precisa aprender como utilizá-lo para responder às suas perguntas no auxílio às tomadas de decisão.
5. Referências
CÂMARA, Gilberto. Representação Computacional de Dados Geográficos. In: CASANOVA, Marco Antonio et al. Banco de Dados Geográficos. Curitiba: MundoGEO, 2005. (p. 12).
CASANOVA, Marco Antonio et al. Banco de Dados Geográficos. Curitiba: MundoGEO, 2005.
CROSTA, Álvaro Penteado. Processamento digital de imagens de sensoriamento remoto. Ed. rev. Campinas, SP:IG/UNICAMP, 1993.
LAZZAROTTO, D. R. O que é geoprocessamento?... e o que isto tem a ver com você?, Artigo escrito em 1997 a partir de: fontes consultadas: Notas de aulas dos cursos promovidos pela Sagres Editora Ltda.: a) Curso de Fundamentos de Sensoriamento Remoto, de Antônio Machado e Silva; b) Curso de Introdução ao Geoprocessamento – módulo: Sensoriamento Remoto, de Dirley Schmidlin, / Artigo Sensoriamento Remoto de Álvaro P. Crósta & Carlos Roberto de Souza Filho do Anuário FATOR GIS97, p. C-10 à C-21.
NOVO, Evlyn M. L. de Moraes. Sensoriamento remoto: princípios e aplicações. 2ª. Edição. São Paulo: Edgard Blücher, 1992.
VASCONCELOS, Yuri. Revista Pesquisa da FAPESP, de agosto de 2007.
6. Acessos à Internet (sugeridos)
http://semanadeeconomia.blogspot.com
http://geocompensamento.zip.net
http://www.inpe.gov.br/
http://www.spot.com/http://www.intersat.com.br/www.engesat.com.br/satelites/spot.htmwww.tbs-satellite.com/tse/online/thema_mission.html
http://www.esri.com/
http://www.cbers.inpe.br/
http://www.embrapa.br/
http://www.ibge.com.br
http://www.inpe.br
http://www.sat.cnpm.embrapa.br/satelite/spot.html
sábado, 29 de setembro de 2007
A NOVA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ECOLOGICAMENTE CORRETA
Autores: Ariadna Marques; Cleocimar de Souza Neves; Mônica Terço
RESUMO: A diversas teorias econômicas que procuram analisar os problemas do desenvolvimento econômico em nosso planeta, e nelas aprendemos que o homem como raça dominante do planeta Terra tem necessidades de consumo infinitos ou ilimitados, para as limitadas capacidades produtivas de nossa mãe Terra, e que há necessidades de procura dos recursos alternativos para sua sobrevivência, para compensar as suas limitações o homem aprende a economizar. Mas o que vemos e vivemos no século XXI, é que o homem não aprendeu ainda a lição de casa, pois o planeta atingiu nível elevado de degradação e o comprometimento da sua capacidade produtiva. Demonstra isso através das variações climáticas, aumento de temperatura, degelo das grandes áreas congeladas do Ártico, aumento do nível dos mares e redução da camada de ozônio responsável pela filtragem dos raios solares. Para crescer economicamente, o homem tem que aprender a conservar o pouco dos meios produtivos herdados dos nossos antecessores, que apenas caçavam, pescavam e tiravam da terra sua riqueza e alimentação.
Autores: Ariadna Marques; Cleocimar de Souza Neves; Mônica Terço
RESUMO: A diversas teorias econômicas que procuram analisar os problemas do desenvolvimento econômico em nosso planeta, e nelas aprendemos que o homem como raça dominante do planeta Terra tem necessidades de consumo infinitos ou ilimitados, para as limitadas capacidades produtivas de nossa mãe Terra, e que há necessidades de procura dos recursos alternativos para sua sobrevivência, para compensar as suas limitações o homem aprende a economizar. Mas o que vemos e vivemos no século XXI, é que o homem não aprendeu ainda a lição de casa, pois o planeta atingiu nível elevado de degradação e o comprometimento da sua capacidade produtiva. Demonstra isso através das variações climáticas, aumento de temperatura, degelo das grandes áreas congeladas do Ártico, aumento do nível dos mares e redução da camada de ozônio responsável pela filtragem dos raios solares. Para crescer economicamente, o homem tem que aprender a conservar o pouco dos meios produtivos herdados dos nossos antecessores, que apenas caçavam, pescavam e tiravam da terra sua riqueza e alimentação.
GÁS NATURAL
Autores: acadêmicos Luciene de Lima Brito, Elizete Araújo, Patrícia Lisboa de Aguiar e Denisvan Farias de Souza
Resumo: O Gás Natural tem três segmentos na economia brasileira: indústria química, hotéis e hospitais para a geração de calor. O consumo de energia é uma grande necessidade do país. O Gás Natural deve ser considerado como uma importante alternativa para a geração de energia elétrica na região e que seja implementado onde é possível, levando em conta os impactos sociais, ambientais, econômicos e culturais. Tem-se em vista que os órgãos ambientais promovem a fiscalização e acompanhamento nas frentes de trabalhos da Petrobras (clareiras de apoio no possível traçado Urucu a Porto Velho) de forma a coibir abusos ambientais, como as derrubadas de castanheiras proibidas por lei. O Brasil possui um sistema de energia “limpa” contando significativamente com fontes de energia renovável, como biomassa e hidroeletricidade. É importante saber como os combustíveis fósseis são usados para satisfazer as necessidades de energia intensiva das indústrias no setor manufatureiro, altamente intensivas no uso da energia, do aumento da urbanização e do rápido crescimento do setor de transportes rodoviários sem causar danos excessivos ao meio ambiente. Os poluentes atmosféricos locais provenientes dos sistemas de energia no Brasil incluem principalmente SOx, NOx e COx. As emissões de SO2 tiveram uma grande redução resultante da implementação do programa de melhoria do óleo diesel e da utilização de veículos leves utilizando etanol puro. Baseado nestes resultados, na disponibilidade atual das reservas energéticas, nas políticas de desenvolvimento econômico e de preservação do meio ambiente, é possível traçar cenários para a expansão energética brasileira. Por fim, o desenvolvimento do gás natural vem sendo de grande importância para a economia brasileira.
Autores: acadêmicos Luciene de Lima Brito, Elizete Araújo, Patrícia Lisboa de Aguiar e Denisvan Farias de Souza
Resumo: O Gás Natural tem três segmentos na economia brasileira: indústria química, hotéis e hospitais para a geração de calor. O consumo de energia é uma grande necessidade do país. O Gás Natural deve ser considerado como uma importante alternativa para a geração de energia elétrica na região e que seja implementado onde é possível, levando em conta os impactos sociais, ambientais, econômicos e culturais. Tem-se em vista que os órgãos ambientais promovem a fiscalização e acompanhamento nas frentes de trabalhos da Petrobras (clareiras de apoio no possível traçado Urucu a Porto Velho) de forma a coibir abusos ambientais, como as derrubadas de castanheiras proibidas por lei. O Brasil possui um sistema de energia “limpa” contando significativamente com fontes de energia renovável, como biomassa e hidroeletricidade. É importante saber como os combustíveis fósseis são usados para satisfazer as necessidades de energia intensiva das indústrias no setor manufatureiro, altamente intensivas no uso da energia, do aumento da urbanização e do rápido crescimento do setor de transportes rodoviários sem causar danos excessivos ao meio ambiente. Os poluentes atmosféricos locais provenientes dos sistemas de energia no Brasil incluem principalmente SOx, NOx e COx. As emissões de SO2 tiveram uma grande redução resultante da implementação do programa de melhoria do óleo diesel e da utilização de veículos leves utilizando etanol puro. Baseado nestes resultados, na disponibilidade atual das reservas energéticas, nas políticas de desenvolvimento econômico e de preservação do meio ambiente, é possível traçar cenários para a expansão energética brasileira. Por fim, o desenvolvimento do gás natural vem sendo de grande importância para a economia brasileira.
BIOCOMBUSTÍVEL: A Energia do Futuro?
Autores: acadêmicos Diana Mary Nascimento de Melo, Lourenço Klinger Gomes de Freitas, Marleide Rodrigues Brandão e Nillo César Rodrigues Carvalho
Autores: acadêmicos Diana Mary Nascimento de Melo, Lourenço Klinger Gomes de Freitas, Marleide Rodrigues Brandão e Nillo César Rodrigues Carvalho
Resumo: Tendo em vista o excesso de gases poluentes jogados na atmosfera, situação que vem ocasionando o aquecimento global e, por conseguinte, aumentando o buraco na camada de ozônio, sabe-se que são fatores causados pelo homem e que podem ser amenizados. No entanto, algumas potências mundiais “demonstram preocupações” com o efeito estufa, mas não admitem ser as principais causadoras desse efeito. Uma política para diminuir a emissão desses gases prejudicaria diretamente todo o funcionamento do sistema econômico-financeiro. O Brasil também vem demonstrando grande preocupação com o meio ambiente e apresentando propostas para o Biocombustível – energia sustentável gerada a partir da cana-de-açúcar. Mas, até que ponto o Brasil preocupa-se com o meio ambiente? Os interesses não estariam voltados apenas para a questão econômico-financeira do país? Almejando apenas lançar um novo produto capaz de competir mundialmente e ganhar mercados? O plantio da cana-de-açúcar – tendo suas raízes e domínio fixado no nordeste – chega ao extremo norte devido seu processo de expansão, mais precisamente em Roraima, com a instalação da indústria sucroalcooleira que visa à produção de Etanol e derivados. Proporcionando assim, um novo pólo de desenvolvimento para a Amazônia, na qual vem gerando grande entusiasmo no governo e empresários locais. Porém, para os ambientalistas há possibilidade de desastre ecológico se não forem respeitadas as leis ambientais. Quais problemas poderão surgir em virtude desse novo empreendimento? Supõe-se a devastação de matas nativas, perda da diversidade de espécies, baixa qualidade da água, fragmentação do habitat natural em regiões biologicamente diversificadas, dentre outros. Na esfera sócio-econômica poderá acarretar o abandono de monoculturas já existentes (soja, milho, arroz etc.), bem como prejudicar o desenvolvimento e expansão da pecuária em virtude da febre do biocombustível. Portando, são viáveis todas e quaisquer formas de desenvolvimento, desde que observadas as normas ambientais, para que haja uma mínima agressão ao meio ambiente.
A UTILIZAÇÃO DA BIOMASSA AMAZÔNICA PARA PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEL VERDE
Autores: Lidiane dos Santos Carvalho, Emmerson Alves de Paula e Silvanira Sales de Lima
Resumo: Biomassa é toda forma de vida vegetal existente acima da superfície utilizada como fonte de energia, onde seu espaço é composto por: árvores, plantas, arbustos, frutas etc. Quando observamos a Floresta Amazônica e tudo que nela há, como por exemplo: uma árvore ou um pedaço de madeira, não se imagina a importância que essas matérias podem produzir com relação à energia. Podemos até relatar as mudanças ocorridas durante a 2ª Guerra Mundial, onde a lenha foi substituída pelo Petróleo, daí começa a evolução energética passando pelo carvão, petróleo, águas das represas. Essa nova tecnologia de obtenção de energia vem, certamente, pelo primeiro combustível utilizado pela humanidade, que foi através da biomassa com as descobertas dos combustíveis fósseis. Dentro desse vasto território amazônico existe inúmeras espécies de materiais que podem ser utilizadas como combustível verde, para crescimento social, cultural, dentre outros; além de ser uma forma de contribuição para o desenvolvimento sustentável de um produto barato e limpo, traz benefícios para as comunidades. Como a Biomassa prevalece nos países tropicais com grande vantagem, nossa Amazônia não poderia ficar de fora, devido sua ampla faixa de floresta - uma área rica no cultivo de matérias utilizadas (Biomassas) - para a transformação de combustível, e, conseqüentemente de energia. Podemos até acrescentar uma economia, tanto interna como externa com a utilização desse combustível limpo, que além de ajudar na preservação de nossa floresta, nos trará aspectos econômicos relevantes, bem como, não só a Amazônia se destaca, mas o Brasil em si com suas grandes riquezas vegetais; e vale ressaltar ainda, que essa tecnologia possa nos trazer também a diminuição do efeito estufa.
Autores: Lidiane dos Santos Carvalho, Emmerson Alves de Paula e Silvanira Sales de Lima
Resumo: Biomassa é toda forma de vida vegetal existente acima da superfície utilizada como fonte de energia, onde seu espaço é composto por: árvores, plantas, arbustos, frutas etc. Quando observamos a Floresta Amazônica e tudo que nela há, como por exemplo: uma árvore ou um pedaço de madeira, não se imagina a importância que essas matérias podem produzir com relação à energia. Podemos até relatar as mudanças ocorridas durante a 2ª Guerra Mundial, onde a lenha foi substituída pelo Petróleo, daí começa a evolução energética passando pelo carvão, petróleo, águas das represas. Essa nova tecnologia de obtenção de energia vem, certamente, pelo primeiro combustível utilizado pela humanidade, que foi através da biomassa com as descobertas dos combustíveis fósseis. Dentro desse vasto território amazônico existe inúmeras espécies de materiais que podem ser utilizadas como combustível verde, para crescimento social, cultural, dentre outros; além de ser uma forma de contribuição para o desenvolvimento sustentável de um produto barato e limpo, traz benefícios para as comunidades. Como a Biomassa prevalece nos países tropicais com grande vantagem, nossa Amazônia não poderia ficar de fora, devido sua ampla faixa de floresta - uma área rica no cultivo de matérias utilizadas (Biomassas) - para a transformação de combustível, e, conseqüentemente de energia. Podemos até acrescentar uma economia, tanto interna como externa com a utilização desse combustível limpo, que além de ajudar na preservação de nossa floresta, nos trará aspectos econômicos relevantes, bem como, não só a Amazônia se destaca, mas o Brasil em si com suas grandes riquezas vegetais; e vale ressaltar ainda, que essa tecnologia possa nos trazer também a diminuição do efeito estufa.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Resumo
O Brasil amanhã: economia e meio ambiente
Mirian Siqueira
Elcilana CostaGuerreiro
Keith Ribeiro dos Santos
Otoniel Farias de Oliveira
A mudança para um ambiente competitivo na economia brasileira é simultânea à mudanças sociais e econômicas, influenciando de forma inversa no meio ambiente: as atividades tradicionais econômicas estão se expandindo e surgindo novos mercados. Diante disso, o crescimento da economia necessita de alternativas dinâmicas e atuais, que possibilitem um aumento no PIB, capazes de atender necessidades básicas e de produtividade. Este trabalho apresenta um modelo de Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN), baseado na identificação da real demanda dos interessados e das fontes de recursos existentes para seu atendimento. É analisada a importância da conscientização da população brasileira na participação da Preservação do Meio Ambiente. Conclui-se que a alternativa é viável e se destaca o papel da sociedade como agente regulador na indução de mecanismos que tornem o país mais atraente para investimentos.
Elcilana CostaGuerreiro
Keith Ribeiro dos Santos
Otoniel Farias de Oliveira
A mudança para um ambiente competitivo na economia brasileira é simultânea à mudanças sociais e econômicas, influenciando de forma inversa no meio ambiente: as atividades tradicionais econômicas estão se expandindo e surgindo novos mercados. Diante disso, o crescimento da economia necessita de alternativas dinâmicas e atuais, que possibilitem um aumento no PIB, capazes de atender necessidades básicas e de produtividade. Este trabalho apresenta um modelo de Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN), baseado na identificação da real demanda dos interessados e das fontes de recursos existentes para seu atendimento. É analisada a importância da conscientização da população brasileira na participação da Preservação do Meio Ambiente. Conclui-se que a alternativa é viável e se destaca o papel da sociedade como agente regulador na indução de mecanismos que tornem o país mais atraente para investimentos.
Resumo
O Brasil amanhã: economia e meio ambiente
Mirian Siqueira
Elcilana Costa Guerreiro
Keith Ribeiro dos Santos
Otoniel Farias de Oliveira
A mudança para um ambiente competitivo na economia brasileira é simultânea à mudanças sociais e econômicas, influenciando de forma inversa no meio ambiente: as atividades tradicionais econômicas estão se expandindo e surgindo novos mercados. Diante disso, o crescimento da economia necessita de alternativas dinâmicas e atuais, que possibilitem um aumento no PIB, capazes de atender necessidades básicas e de produtividade. Este trabalho apresenta um modelo de Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN), baseado na identificação da real demanda dos interessados e das fontes de recursos existentes para seu atendimento. É analisada a importância da conscientização da população brasileira na participação da Preservação do Meio Ambiente. Conclui-se que a alternativa é viável e se destaca o papel da sociedade como agente regulador na indução de mecanismos que tornem o país mais atraente para investimentos.
Mirian Siqueira
Elcilana Costa Guerreiro
Keith Ribeiro dos Santos
Otoniel Farias de Oliveira
A mudança para um ambiente competitivo na economia brasileira é simultânea à mudanças sociais e econômicas, influenciando de forma inversa no meio ambiente: as atividades tradicionais econômicas estão se expandindo e surgindo novos mercados. Diante disso, o crescimento da economia necessita de alternativas dinâmicas e atuais, que possibilitem um aumento no PIB, capazes de atender necessidades básicas e de produtividade. Este trabalho apresenta um modelo de Gestão Econômica dos Recursos Naturais (GERN), baseado na identificação da real demanda dos interessados e das fontes de recursos existentes para seu atendimento. É analisada a importância da conscientização da população brasileira na participação da Preservação do Meio Ambiente. Conclui-se que a alternativa é viável e se destaca o papel da sociedade como agente regulador na indução de mecanismos que tornem o país mais atraente para investimentos.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007


Núcleo de Pesquisas Sociais Aplicadas na Amazônia-Nupesa
Líder: Prof. Msc. Evandro Brandão Barbosa
E-Mail: evandrobb@bol.com.br
RESUMOS DOS TRABALHOS
A REFORMA AGRÁRIA COMO FATOR DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E JUSTIÇA SOCIOECONÔMICA
Os autores são acadêmicos do Curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Nilton Lins: Maria Eloneide de Mourão, Mônica Lins Smith, Sanderlene Pinheiro de Souza Melo e Amarilde de Souza Raulino.
O presente trabalho pretende demonstrar a reforma agrária como meio para efetivar a justiça social, e só terá efetivação com a modificação da realidade brasileira nas suas mais variadas esferas sociais e econômicas, atingindo seu ponto máximo, ao proceder à divisão da terra rural. Constitui o objetivo precípuo de todas as sociedades democráticas. A efetivação desse ideal se dá pela reforma agrária, através da repartição da terra rural entre os que possuem tradição agrícola e identidade com o meio ambiente em questão, mas não possuem terras para plantar e promover seu desenvolvimento sócio-econômico. O procedimento metodológico empregado em razão da natureza do estudo em questão, traduziu-se na análise e interpretação da legislação, livros, atinentes à temática, a fim de obter uma percepção crítica da efetivação da justiça social como princípio específico do direito agrário, objeto desse trabalho. A justiça social e o desenvolvimento socio economico são entendidos como às condições mínimas e necessárias à sobrevivência do ser humano. O acesso à propriedade rural constitui-se como obrigação do Estado brasileiro e direito subjetivo dos trabalhadores rurais sem terra, regulamentado pelo Estatuto da Terra, em consonância com o artigo 184 da Constituição Federal de 1988, que definiu a desapropriação, para fins de reforma agrária, para atender os princípios da supremacia do interesse público e do bem-estar social e econômico. A Constituição Federal e o Estatuto da Terra são os principais instrumentos para a modificação da realidade rural, embora seja difícil realizá-la, face ao contexto histórico de concentração de latifúndios, do jogo de interesses econômicos que sempre esbarram nos poderes constituídos e no caráter conservador da política brasileira no que se refere às mudanças de base. A reforma agrária é condição para efetivação do Estado Democrático de Direito e as principais conseqüências do acesso do homem agrícola à terra são a desconcentração de renda, o combate à desnutrição, além da interiorização do desenvolvimento e proteção dos direitos humanos.
TERRA: Os benefícios do uso do combustível Biodiesel
Os autores são acadêmicos do Curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Nilton Lins: Marinete Sousa Gameiro, Andréa Cristina Fernandes de Oliveira, Janete Costa de Oliveira e Silva.
A questão ambiental tem merecido amplo destaque no contexto nacional e internacional. A raça humana vive hoje uma crise provocada pelas inúmeras agressões que a Terra vem sofrendo desde os primórdios por parte das nações avassaladoras, ávidas por poder e riquezas. Os países preponderantes desprezam a sustentabilidade do Planeta frente aos seus próprios interesses e de seu crescimento econômico.
O Biodiesel é um combustível diesel de queima limpa, derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. É uma alternativa altamente viável que resolve dois grandes problemas ambientais ao mesmo tempo: aproveita resíduos, aliviando os aterros sanitários, e reduz a poluição atmosférica.
Além de originar benefícios ambientais, o biodiesel também possibilita a geração de empregos, promovendo o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais mais desfavorecidas e evitando a desertificação. As vantagens de se empregar o biodiesel, como fonte alternativa e limpa de combustível, são imensuráveis! Podem ser auferidos inúmeros proveitos, como as vantagens agrícolas, técnicas, econômicas, sociais, ecológicas, nacionais, além das ambientais. O Biodiesel, que é um combustível diesel de queima limpa, derivado de fontes naturais e renováveis, despontou como alternativa altamente viável ao mundo moderno, solucionando grandes problemas ambientais, sociais e econômicos. Diminuirá a dependência dos derivados do petróleo e será um novo mercado para as oleaginosas, favorecendo um novo ramo da agroindústria, com efeito multiplicador em vários segmentos da economia. O programa de biodiesel tem grande impacto social. É voltado para o pequeno agricultor, para a agricultura familiar e ajudará a criar emprego e renda nos lugares mais pobres deste País.
No momento em que somos chamados a agir com urgência para enfrentar o aquecimento global, tudo que fizermos para reduzir as emissões de gases poluentes será um ganho.
Os autores são acadêmicos do Curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Nilton Lins: Maria Eloneide de Mourão, Mônica Lins Smith, Sanderlene Pinheiro de Souza Melo e Amarilde de Souza Raulino.
O presente trabalho pretende demonstrar a reforma agrária como meio para efetivar a justiça social, e só terá efetivação com a modificação da realidade brasileira nas suas mais variadas esferas sociais e econômicas, atingindo seu ponto máximo, ao proceder à divisão da terra rural. Constitui o objetivo precípuo de todas as sociedades democráticas. A efetivação desse ideal se dá pela reforma agrária, através da repartição da terra rural entre os que possuem tradição agrícola e identidade com o meio ambiente em questão, mas não possuem terras para plantar e promover seu desenvolvimento sócio-econômico. O procedimento metodológico empregado em razão da natureza do estudo em questão, traduziu-se na análise e interpretação da legislação, livros, atinentes à temática, a fim de obter uma percepção crítica da efetivação da justiça social como princípio específico do direito agrário, objeto desse trabalho. A justiça social e o desenvolvimento socio economico são entendidos como às condições mínimas e necessárias à sobrevivência do ser humano. O acesso à propriedade rural constitui-se como obrigação do Estado brasileiro e direito subjetivo dos trabalhadores rurais sem terra, regulamentado pelo Estatuto da Terra, em consonância com o artigo 184 da Constituição Federal de 1988, que definiu a desapropriação, para fins de reforma agrária, para atender os princípios da supremacia do interesse público e do bem-estar social e econômico. A Constituição Federal e o Estatuto da Terra são os principais instrumentos para a modificação da realidade rural, embora seja difícil realizá-la, face ao contexto histórico de concentração de latifúndios, do jogo de interesses econômicos que sempre esbarram nos poderes constituídos e no caráter conservador da política brasileira no que se refere às mudanças de base. A reforma agrária é condição para efetivação do Estado Democrático de Direito e as principais conseqüências do acesso do homem agrícola à terra são a desconcentração de renda, o combate à desnutrição, além da interiorização do desenvolvimento e proteção dos direitos humanos.
TERRA: Os benefícios do uso do combustível Biodiesel
Os autores são acadêmicos do Curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Nilton Lins: Marinete Sousa Gameiro, Andréa Cristina Fernandes de Oliveira, Janete Costa de Oliveira e Silva.
A questão ambiental tem merecido amplo destaque no contexto nacional e internacional. A raça humana vive hoje uma crise provocada pelas inúmeras agressões que a Terra vem sofrendo desde os primórdios por parte das nações avassaladoras, ávidas por poder e riquezas. Os países preponderantes desprezam a sustentabilidade do Planeta frente aos seus próprios interesses e de seu crescimento econômico.
O Biodiesel é um combustível diesel de queima limpa, derivado de fontes naturais e renováveis como os vegetais. É uma alternativa altamente viável que resolve dois grandes problemas ambientais ao mesmo tempo: aproveita resíduos, aliviando os aterros sanitários, e reduz a poluição atmosférica.
Além de originar benefícios ambientais, o biodiesel também possibilita a geração de empregos, promovendo o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais mais desfavorecidas e evitando a desertificação. As vantagens de se empregar o biodiesel, como fonte alternativa e limpa de combustível, são imensuráveis! Podem ser auferidos inúmeros proveitos, como as vantagens agrícolas, técnicas, econômicas, sociais, ecológicas, nacionais, além das ambientais. O Biodiesel, que é um combustível diesel de queima limpa, derivado de fontes naturais e renováveis, despontou como alternativa altamente viável ao mundo moderno, solucionando grandes problemas ambientais, sociais e econômicos. Diminuirá a dependência dos derivados do petróleo e será um novo mercado para as oleaginosas, favorecendo um novo ramo da agroindústria, com efeito multiplicador em vários segmentos da economia. O programa de biodiesel tem grande impacto social. É voltado para o pequeno agricultor, para a agricultura familiar e ajudará a criar emprego e renda nos lugares mais pobres deste País.
No momento em que somos chamados a agir com urgência para enfrentar o aquecimento global, tudo que fizermos para reduzir as emissões de gases poluentes será um ganho.
Assinar:
Postagens (Atom)



